22.1.12


Muitos acharão exagero classificar de “brilhante” o filme “The Artist”. E mais ainda de não o classificá-lo como homenagem ao cinema mudo. Apesar de mudo e ambientar-se nos moldes desta fase cinematográfica, trata-se de um declarada homenagem a tudo aquilo que remete ao visual, às idéias simples, ao poder da música, de suas estrelas e a magia do cinema. Não consigo imaginar nenhum outro filme com as mesmas qualidades que “Cantando na Chuva” de 1952. Assistir ao filme de Stanley Doney e Gene Kelly, seguido pelo magistral trabalho de Michel Hazanavicius é constatar tudo aquilo que torna o cinema ainda hoje, a sétima arte.

Acredito que o passado, quando resgatado, toma o presente de imediato. O saudosismo é instantaneamente agradável e aceitável (sem questionamentos) a quem o contempla. Foi assim com “Cantando na Chuva” é assim com “The Artist”. Ambos falam de uma mesma época, porém a públicos diferentes. Iguais em suas idéias, mas completamente diferente ao seu público. O filme de 52 homenageava o cinema, em sua era muda e usava uma nova tendência (os musicais) para se comunicar com um novo espectador: aquele que já se acostumava com a novidade do som e que via na música e em seus números um delírio visual na sala de cinema.

The Artist usa o mesmo tema, mas se propõe a uma nova aproximação: em meio à mega produções, imagens em 3D e filmes de apelo extremamente comercial, Nada melhor que uma simples idéia, um bom roteiro, bons e desconhecidos atores para se mostrar aos novos espectadores que o verdadeiro cinema se comunica na simplicidade de imagens. Assistir “The Artist” é lembrar-se de tudo aquilo que o cinema chegou a representar em nossa ingênua infância e ficou perdida entre os nossos blockbusters de cada dia.



Se “Cantando na Chuva” tinha Gene Kelly e Debbie Reynolds, “The Artist” nos apresenta Jean Dujardin e Bérénice Bejo. Dujrarin é um retrato fiel de Kelly e o que ele representa no filme da MGM. Bejo cativa no primeiro momento em que aciona a sua já famosa piscadela, enquanto Debbie nos envolve gradualmente a cada sorriso na tela. Em ambos os filmes, a chegada do som muda completamente o destino e a carreia de suas estrelas, mas suas transições são opostas: uma é pela comédia, a segunda pelo drama. Mesmo assim, o bom humor, na media exata, não deixa dúvida de se tratar de uma homenagem ao gênero.


Muito de “The Artist” remete a “Cantando na Chuva”. Das cenas iniciais, locações, sorrisos e expressões de seus personagens, montagem e figurinos. Se existe algo realmente original é sua trilha sonora. Diferente das músicas do filme de Kelly, (pertencentes a Metro e esquecidas até Kelly repaginá-las de forma única na película de 52), Hazanavicius encontrou em Ludovic Bource a essência dos filmes da década de 30 juntamente aos musicais da década seguinte. Pianos, trompetes, pratos e bumbos remetem de Chaplin às melodias de Bernstein, mas sem perder a sua originalidade.

Muitos torcerão o nariz ao final da sessão do Filme. Outros acharão exagero classificá-lo como o melhor filme do ano. E até neste ponto ambos os filmes (de 52 e 2011) terão o mesmo final: Apreciado sem muito alarde em seus primeiros anos, para em seguida serem classificados como obra de arte.





18.1.12

Taxista Auxiliares reivindicam autonomias

Mais de 30 Taxistas auxiliares de Macaé se reuniram na tarde desta terça-feira (17) com a Prefeita em Exercício Marilena Garcia em seu Gabinete apresentando uma série de reivindicações da categoria referente à sua regularização profissional, na qualificação e na logística de trabalho. Entre os pontos, a prioridade dos auxiliares quanto à entrega de autonomias. A reunião foi intermediada pelo vereador Danilo Funke que esteve presente ao encontro. Marilena se comprometeu a apresentar a classe um plano de ações do município até o fim desta semana a fim de colocar em prática as solicitações encaminhadas ao Executivo.


17.1.12
Macaenses e políticos recordam de suas mobilizações pela sua implantação




Era um desejo dos macaenses havia anos. Campos dos Goytacazes era o único Centro Federal de Educação Tecnológica, Cefet (UNED) próximo à Macaé, o maior produtor de petróleo do país. Jovens e adultos tinham que conviver durante três anos entre as duas cidades (cerca de 140 km) para se formarem. O sentimento de municipalidade e insatisfação da sociedade e políticos levaram a uma mobilização iniciada em 1985 e que se consolidou com a implantação da sede em Macaé (hoje, Instituto Federal Fluminense- IFF) em 2007. No último dia 12 de janeiro, o Instituto teve sua nova reitoria empossada e diante do acontecimento, ex-alunos, cidadãos e políticos relembraram o processo de mobilização que tornou possível a qualificação tecnológica dos jovens macaenses. 

16.1.12

Dentro de sua agenda de 20 dias à frente do município, a prefeita em exercício, Marilena Garcia, visitou, nesta sexta-feira (13), as obras da segunda unidade escolar voltada para o Ensino Fundamental do bairro Lagomar. Acompanhada do secretário de Educação, prof. Guto Garcia, a prefeita foi informada que as obras estão em ritmo acelerado e têm previsão de entrega ainda no primeiro semestre de 2012. 


Marilena Garcia ressaltou que a construção de mais uma unidade escolar no Lagomar é fruto de constantes iniciativas desenvolvidas junto aos educadores do bairro e a comunidade, que buscou junto à Vice Prefeitura e Secretaria de Educação, novas e maiores escolas no local: